Archive for novembro \18\UTC 2007


novembro 18, 2007

Se tocar o telefone, é só esticar o braço.

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Poema de Fernando Pessoa
novembro 6, 2007

Este poema foi enviado por Andrea Nascimento, numa homenagem a seu gato Mustafá, que morreu em março do ano passado, aos 12 anos:

 

Gato que brincas na rua

como se fosse na cama,

invejo a sorte que é tua

porque nem sorte se chama.

 

Bom servo das leis fatais

que regem pedras e gentes,

que tens instintos gerais

e sentes só o que sentes.

 

És feliz porque és assim,

Todo o nada que és é teu.

Eu vejo-me e estou sem mim,

conheço-me e não sou eu.

Os super gatos
novembro 4, 2007

Crédito da foto

Deu hoje (4) no jornal A Tarde (Agência France Press):

O convívio entre o homem e o gato existe desde 4.000 anos antes de Cristo.

Foram encontradas pinturas funerárias de gatos caseiros das primeiras dinastias egípcias. No Egito, foram encontradas inúmeras múmias de gatos. Os egípcios apreciavam tanto os gatos que proibiam sua exportação.

Os romanos contribuíram muito para a distribuição dos gatos por toda a Europa. Mas, em Roma, quem primeiro foi usado para combater os ratos foram as fuinhas.

Na Idade Média é que surgiu o preconceito contra os gatos, que foram ligados a bruxarias. Muitas dessas superstições chegaram aos nossos dias. 

O gato convive com o homem mas não abandona nenhuma de suas prerrogativas de animal livre. Por isso, não é considerado propriamente doméstico. Sai na hora que lhe convém, deita-se onde tem vontade, come o que quer, goza de nossa hospitalidade e de nossas carícias que lhe agradam, mas as recusa quando se irrita. Caça ratos por esporte, não para se tornar útil.

O gato é independente. Ao contrário do cão, quando defende seu território é unicamente contra outros gatos, não se importando com outros carnívoros. Marca território urinando à sua volta. 

O gato caseiro é limpo e simpático, tem agilidade surpreendente, seus passos são flexíveis e medidos. Se apóia com suavidade sobre suas patas acolchoadas, com unhas retráteis. Desloca-se com suavidade.

Pode deslocar-se rapidamente aos saltos. Mas em terrenos descobertos sua corrida é bem menos rápida que a dos cães, por isso escala árvores e muros.

Quando cai, consegue sempre aterrar sobre as patas, porque consegue se contorcer no ar. A grandes alturas, a cauda funciona como leme.

E, o mais interessante: sabe nadar, mas só o faz excepcionalmente.